Jornada fixa desmotiva guardas municipais de Mogi Mirim
terça-feira, 26 de julho de 2011A jornada de trabalho adotada pela Prefeitura da cidade de Mogi Mirim atrapalha tanto a prestação de serviços quanto a vida dos profissionais. É o que dizem guardas municipais e brigadistas, inconformados com a mudança. “Atrapalha, de um modo geral, o bom andamento do serviço”, disse um guarda municipal ouvido pelo O Popular. “O pessoal está desmotivado. Já não é mais aquela coisa”, advertiu.
Os guardas alegam que na jornada de revezamento, quando eram divididos em quatro equipes, geralmente ficavam cinco viaturas nas ruas durante todo o dia. “Agora, com três equipes, tem intervalo que fica com duas viaturas na rua”, afirmou o agente. “Por causa da nova escala, as motos às vezes também ficam sem guarda para usá-las”, explicou outro . “Isso prejudica a população. Ficou um negócio esquisito”, avaliou.
Já teria havido houve casos em que, em locais “mais barra pesada”, de viaturas terem sido afrontadas pelo fato de o efetivo estar reduzido. Outro ponto negativo é que, como trabalham cinco dias consecutivos, caso tenham algum flagrante no final do expediente, os GMs terão que fazer hora extra.Mas, no dia seguinte terão que entrar no trabalho no mesmo horário.
Muitos estranharam a nova jornada. “O pessoal reclama do cansaço. Tanto na GM quanto na Brigada. O cansaço está maior”, observou o profissional.
Para os guardas, a jornada de revezamento, adotada pela maioria dos municípios, é a melhor para trabalhar na área de segurança. “A GM de Mogi Mirim já foi modelo. Hoje, é um exemplo de como não se deve ser uma guarda”, completou.
Entre os guardas municipais que trabalham na Central de Monitoramento, a Prefeitura também chegou a implantar a jornada de oito horas fixas, mas recuou após alguns deles comprovarem que, para esse tipo de serviço, a CLT não permite jornada superior a seis horas por dia.
Desde sábado, dia 16, os GMs do monitoramento retornaram à jornada de seis horas.
Outra reclamação é que, passadas duas semanas, os servidores ainda não sabem se receberão hora extra por trabalho aos sábados, domingos e feriados.
O piso da categoria é de R$ 950. Com benefícios, um agente da GM em início de carreira chega a ganhar cerca de R$ 1.3 mil por mês.
Muitos fazem serviços extras como seguranças em estabelecimentos comerciais, o que é permitido pela Prefeitura. “Com a nova jornada, muitos serviços extras tiveram que ser remanejados. Alguns guardas perderam o serviço”, informou um deles.
Os servidores argumentam que, “por enquanto”, decidiram aceitar a nova jornada na esperança de que possa haver acordo através do Ministério do Trabalho.
Fonte: O Popular
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